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O DEUS DE TODA A GRAÇA - MAX LUCADO


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O DEUS DE TODA A GRAÇA!!! – Max Lucado

 

Deus realmente nos ama para sempre? Não só quando nossos sapatos estão brilhando e nosso cabelo penteado. Queremos saber: “Como Deus se sente a nosso respeito?” Essa é a pergunta. Essa é a preocupação.

            Pode alguma coisa nos separar do amor que Cristo tem por nós? De sua graça em relação a nós?

            Deus respondeu a essa pergunta antes mesmo que a fizéssemos. Para que víssemos a sua resposta, ele acendeu uma estrela no céu. Para que pudéssemos ouvi-la,  ele encheu a noite com um coral; para que pudéssemos crê nela, ele fez algo que homem algum sonharia: ele tornou-se carne e habitou entre nós.

            Ele colocou sua mão no ombro da humanidade, e disse: “Você é muito especial.” Não sendo limitado pelo tempo, ele nos vê a todos. Desde as florestas da Virgínia, até o distrito comercial de Londres; dos Vikings, aos astronautas, dos habitantes das cavernas aos reis, dos construtores de cabanas aos de arranha-céus, ele nos vê.

            E ele ama o que vê. Inundado pela emoção, cheio de orgulho, o Construtor das estrelas vira-se para nós, um por um, e diz: “Você é meu filho, eu o amo profundamente. Estou consciente de que algum dia você virará suas costas para mim e irá para longe, mas quero que você saiba que eu já providenciei um caminho de volta.

            E para provar isso, ele fez algo extraordinário: Saindo de seu trono, ele removeu seu manto de luz e vestiu-se de pele; pele humana e pigmentada. A luz do Universo penetrou um ventre escuro e úmido. Aquele que é adorado pelos anjos aninhou-se na placenta de uma mulher, nasceu numa noite fria e dormiu numa manjedoura.

            Maria não sabia direito se lhe dava leite, ou lhe dava glória, mas deus a ele ambos, uma vez que ele estava, até onde ela podia discernir, faminto e era Santo.

            José não sabia direito se o chamava de Junior, ou de Pai. Mas, ao final, chamou-o Jesus, porque assim tinha dito o anjo; e, apesar de ele mesmo não ter a menor idéia de como chamar a Deus, pode aconchega-lo em seus braços.

            “Pode alguma coisa impedir-me de amar a você?”, Deus pergunta. “Observe-me falar sua língua, dormir em sua terra e sentir as suas dores. Observe o criador da visão e dos sons, enquanto ele suspira, tosse e assua seu nariz. Você imagina se eu entendo como me sinto? Olhe para os olhos inquietos da criança em Nazaré; é Deus indo à escola. Pondere sobre a bagunça na mesa de Maria; esse é Deus, derramando o seu leite...”

            “Você fica imaginando até quando meu amor vai durar? Ache sua resposta numa cruz cravada num monte bem triste. É a mim que você vê lá, seu Criador, seu Deus, pregado e sangrando. Coberto de cuspidas e feridas. É o seu pecado que estou sofrendo. É a sua morte que estou salvando. É a sua ressurreição que estou vivendo. Esse é o tanto que eu o amo.”

            “Será que alguma coisa pode se interpor entre você e eu?”, pergunta o Filho primogênito.

            Ouça a resposta, e apóie seu futuro nas palavras triunfantes de Paulo:

 

“Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:38,39)

 

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UM COELHO NA EQUIPE DE NATAÇÃO

 

     Há algum tempo, o boletim das escolas públicas de Springfield, Oregon, publicou um artigo que chamou minha atenção. Ao lê-lo, percebi que se tratava de uma parábola aplicável a uma conhecida frustração presente hoje em lares cristãos e no Corpo de Cristo. 

     Era uma vez um grupo de animais que resolveu fazer algo de significativo para enfrentar os problemas do novo mundo. E organizaram uma escola. 

     Adotaram um currículo de atividades: correr, escalar, nadar e voar. Para facilitar a administração do currículo, todos os animais faziam todas as matérias. 

     O pato era excelente em natação: inclusive, melhor que seu instrutor. Mas as notas em vôo, davam apenas para passar, e corria com muita dificuldade. Já que ia mal na corrida, teve de largar a natação e permanecer após as aulas para treinar corrida. Isto fez com que seus pés ficassem desgastados, de forma que passou a nadar apenas de forma regular. Mas regular era nota aceitável, então ninguém se preocupou - a não ser o pato. 

     O coelho começou como primeiro de sua classe em corrida, mas logo desenvolveu um espasmo nervoso nos músculos das pernas, de tanto fazer recuperação em natação. 

     O esquilo, em escalar era excelente, mas encontrava constante frustração na aula de vôo, porque seu instrutor fazia com que decolasse do chão e não do topo da árvore. O esforço exagerado deu-lhe torcicolos, e assim só conseguiu nota 6 no escalar e nota 5 na corrida. 

     O falcão era um aluno problemático e foi severamente disciplinado por não-conformismo. No escalar, alcançava o topo da árvore antes de todos os demais, mas insistia em usar seu próprio método para fazê-lo... 

     A moral óbvia desta história é simples - cada criatura tem seu conjunto fixo de capacidades, onde uma atuação marcante é natural - a não ser que seja forçada a preencher um espaço que não lhe cabe. Quando isto ocorre, a frustração, o desânimo, e até mesmo a culpa levam a resultados gerais medíocres ou à derrota completa. Um pato, é um pato - e é apenas um pato. Foi feito para nadar, não para correr ou voar e, certamente, não para escalar. Um esquilo, é um esquilo - somente um esquilo. Deslocá-lo de seu forte, o escalar, e então esperar que nade ou voe, deixará um esquilo louco. Falcões são lindas criaturas no ar, mas não numa corrida. O coelho vencerá sempre, a não ser, é claro, que o falcão esteja com fome. 

     O que é verdade com as criaturas da floresta também é verdade com os crentes na família da fé, quanto na família em seu lar. Deus não nos fez todos iguais. E nem foi esta Sua intenção. Foi Ele quem planejou e projetou as diferenças, as capacidades singulares, e as variações no Corpo. E preocupou-Se tanto em que compreendêssemos isto, que por várias vezes citou o fato em Seu último testamento e vontade. Tome o tempo de ler os 31 versículos de 1 Coríntios 12, devagar e em voz alta. 

     Vamos resumir algumas destas marcantes verdades: 

     Deus colocou você em Sua família e deu-lhe uma certa combinação de qualidades que o tornam singular. Nenhuma combinação é insignificante! 

     Essa mistura O agrada por completo. Ninguém é exatamente igual a você. Este fato também deve trazer prazer a você. 

    Sempre que você atuar dentro do esquema de suas capacidades, terá sucesso; todo o Corpo será beneficiado, e você experimentará uma satisfação incrível. 

     Quando os outros agem no seu próprio espaço, equilíbrio, unidade e saúde automaticamente ocorrem no Corpo. Mas quando há comparação... ou obrigação... ou expectativas que vão além das capacidades individuais concedidas por Deus, um resultado medíocre, ou frustração, ou falsidade, ou derrota total pode ser esperada. 

     Se Deus o fez um santo pato - você é um pato, meu amigo. Nade como louco, mas não perca a esportiva se balançar ao correr ou no vôo não conseguir sair do chão. E se você for um santo falcão, pare de esperar que os santos coelhos voem, ou que façam ninhos iguais aos seus.

     Vou contar-lhe de minha própria experiência - da armadilha em que caí há anos. Tendo conhecido alguns dos “grandes” em várias igrejas e num extraordinário seminário, eu (como outros de minha classe) tentei ser como eles. Você sabe: pensar igual, falar igual, andar igual. Por mais de 10 anos de ministério eu - um coelho - esforcei-me por nadar como pato e voar como falcão. Tornei-me uma criatura composta frustrada... como a estranha besta do segundo capítulo de Daniel. E meus pés de barro estavam se desfazendo lentamente. Foi horrível! O pior de tudo é que a pouca originalidade ou criatividade que possuía estava sendo consumida no falso papel ao qual me obrigava. Certo dia minha esposa, com discernimento e carinho, perguntou-me: “Por que não ser simplesmente você mesmo? Por que tentar ser igual aos outros?” Bem, amigos e vizinhos, este coelho abandonou a equipe de natação e desistiu das aulas de vôo e parou de escalar. Que alívio! E o melhor de tudo foi descobrir que dava certo ser eu mesmo...e deixar que meus familiares fossem eles mesmos. A originalidade e a criatividade voltaram a fluir! 

     Descanse, então. Aprecie sua espécie espiritual. Cultive suas próprias capacidades. Seu próprio estilo. Valorize os membros de sua família e de sua igreja pelo que são, mesmo que a visão ou o estilo deles esteja a quilômetros do seu. Coelhos não voam. Falcões não nadam. Patos ficam engraçados tentando escalar. Esquilos não têm penas.

 

Pare de comparar. Goste de ser quem você é! Há muito espaço na floresta!!

 

Charles R. Swindoll - “A Rabit on the Swim Team”, Growing strong in the Seasons of Life, pp 312-314 (traduzido pelo Bira)

   
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